Esclerose Múltipla

Qual a origem da Esclerose múltipla?

mecanismo com engrenagens dentro de uma cabeça em perfil

Qual o origem da Esclerose Múltipla?

A origem da Esclerose múltipla é muito estudada e discutida, e até hoje existem muitas dúvidas sobre a origem da doença.

O que sabemos é que a esclerose múltipla é uma doença auto-imune, ou seja, uma doença que vem a partir de uma confusão do sistema imune do nosso corpo. Ele por algum motivo começa a atacar alguma parte do nosso corpo, no caso da esclerose múltipla, a mielina , que é uma substância que envolve os neurônios. 

Mas porque o nosso corpo se confunde? O que acontece?

Hoje acredita-se que a doença decorra da interação de fatores genéticos e ambientais. Estudos mostram que há uma  taxa de recorrência familiar de até 20% na Esclerose múltipla. O risco de desenvolver a doença chega a 25% em gêmeos monozigóticos ou idênticos, e cai progressivamente para gêmeos dizigóticos, irmãos, pais/filhos e parentes de segundo e terceiro grau, sugerindo uma susceptibilidade genética. Por outro lado como a genética de gêmeos idênticos é a mesma e nem todos irmãos de pacientes com Esclerose múltipla tem também a doença, isso nos faz pensar que apesar de ser importante não é só a genética que influencia a origem da doença…

E o que são os outros fatores que influenciam a doença? São os chamados fatores ambientais, ou seja, exposições que sofremos durante a vida.

Os fatores ambientais possivelmente implicados no surgimento da Esclerose Múltipla são diversos,  abrangendo desde infecções, como Vírus Epstein-Barr, Vírus Herpes Humano tipo 6 e retrovírus endógenos da família W, até baixa exposição solar, carência de Vitamina D e tabagismo. Uma teoria conhecida como teoria da higiene, sugere que a exposição mais tardia a alguns vírus comuns da infância pode estar envolvida no início do processo auto-imune.

Vejam os leitores que existem vários estudos que associam a carência de vitamina D, especialmente na infância, aumentam o risco de desenvolver esclerose múltipla. Entretanto não existe nenhum estudo sério com valor estatístico que mostra que vitamina D trata a esclerose múltipla.

Meu grupo de pesquisa está investindo seriamente em pesquisas que relacionam infecções virais com a esclerose múltipla. Nestes últimos anos produzimos alguns dados que relacionam a presença de um vírus chamado Epstein Barr e também outro que é o retrovírus endógeno da família W. Mostramos através de algumas análises “in silica” ou seja através de comparações computadorizadas de sequência genéticas que os retrovírus endógeno da família W tem algumas sequências estruturais muito semelhantes com uma proteína que é a proteína básica da mielina, que é o principal componente da mielina.

Existe a possibilidade de que o nosso sistema imune se confunda e na tentativa de atacar algum vírus ele produza anticorpos contra a nossas mielina causando a esclerose múltipla. Se algum dia utilizar algum anti viral irá tratar a esclerose múltipla ainda não sabemos… mas já estão sendo realizados estudos clínicos com anticorpos monoclonais anti retrovírus endógenos para o tratamento da esclerose múltipla na Europa. Vamos esperar os resultados

Falaremos mais especificamente das alterações genéticas e ambientais relacionadas com a Esclerose múltipla em próximos posts.

Até breve

'Qual a origem da Esclerose múltipla?' há 4 comentários

  1. 30 de abril de 2014 @ 15:57

    Tenho um amigo em que toda familia tev e esclerose mútipla e vieram a falecer. Ele se chama Marcio hoje ele já está bem debilatdo não fala,não anda. è muito triste ve-lo nesta situação e ainda recentemente perdeu a filha de catorze anos de tumor cerebral. A sua esposa vem lutando muito mesmo.Só que aqui dependemos de uma saúde precaria onde o Sus não investiga e nem da suporte ao paciente. Muito triste mesmo. Espero que tenham otimos resultados para essa doença~que Deus na sua infinita bondade de a vcs Doutores a cura para essa doença tão triste. Quizera eu poder ajudar esse meu amigo irmão que tanto amo. Obrigada Ruth.

    • 18 de maio de 2014 @ 19:13

      Olá Ruth, é importante insistir no diagnóstico pois a esclerose múltipla raramente é genética ou hereditária. Também é bastante raro que leve a alteração na fala. Procure um centro de referência em esclerose múltipla. Boa sorte e à disposição.
      Dr Guilherme Olival

  2. 19 de janeiro de 2015 @ 09:29

    Minha filha tem eslerose multipla.
    Descobri quando ela. Tinha 15 anos .
    Hoje ela tem 17 anos
    Trata no hospital do fundao no Rio de Janeiro
    Desde de que teve o diagnostico vem tratando.
    Ja usou interferon fez trat. Com imunoglobulina , fez plasmaferese , todo mes faz solumedrol e continua com os sintomas.
    Atualmente esta em uso de ccopaxoe
    Agora esta aguardando um remedio chamado de alentuzumab que vem de fora.
    Ganhei na justica o direito mas governo ainda nao comprou
    Segundo a medica ela nao pode fazer uso de natalizumab porque esta positivo.
    O quepode ser feito ainda
    Falei desse trat. Com vitamina de mas ela nao trata seus paceientes com isso .
    Me ajude diga o porque alguns pacientes nao responde aos trat.
    Nunca teve um caso na familia
    Sempre tomou sol e hoje e limitado .
    Como se dizem que avitamina D esta no sol tambem
    Ja fez varios exames para investigar outras doencas e nao tudo danegativo.
    Porque nao consegue parar essa doenca.
    Dizem que a idade e entreos 20 e 40 mas vejo criancas e adolescente com ela .

    • 5 de fevereiro de 2015 @ 19:42

      Olá Eliete, a Esclerose Múltipla age de forma diferente em cada paciente. É importante que você mantenha o acompanhamento com um médico de confiança para um tratamento adequado. Cuidado com tratamentos que parecem fáceis e mágicos. O Hospital do Fundão em tratamento de esclerose múltipla é definitivamente um dos melhores do Brasil, não perca seu seguimento. Um abraço e obrigado.

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