Esclerose Múltipla

Medicamentos orais para esclerose múltipla

  • Dr Guilherme Olival
  • 2 de agosto de 2012
Medicamentos orais para esclerose múltipla

Medicamentos orais para esclerose múltipla

O tratamento da esclerose múltipla até pouco tempo atrás era sinônimo de medicação injetável. Poderia ser diário, a cada dois dias ou até uma vez por ano, mas sempre injetável. Isso acontece porque é muito difícil formular uma medicação que permaneça estável após a passagem pelo estômago e depois pelo fígado antes de ter seu efeito terapêutico.

Bem, as medicações injetáveis são uma realidade em outras doenças crônicas sendo a mais prevalente delas a diabetes… há quem tome insulina mais de uma vez por dia…

Mas é natural que a evolução do modo de usar as medicações é que sejam indolores. Neste contexto surgiu o fingolimode, que é o primeiro tratamento oral aprovado para esclerose múltipla. Talvez alguém argumente que existe o tratamento da esclerose múltipla através da vitamina D que também é oral, mas a vitamina D jamais pode ser usada sozinha para o tratamento da esclerose múltipla.- mas este é outro post e falaremos dele mais a frente…

O fingolimode sem dúvida é inovador no tratamento da esclerose múltipla e por ser administrado oralmente, o fingolimode facilita a adesão ao tratamento e, consequentemente, leva a uma melhora na qualidade de vida das pessoas com esclerose múltipla.

Estudos clínicos mostraram que o medicamento é também 52% superior aos tratamentos consagrados com interferon na diminuição dos surtos de desmielinização causados pela doença

Desde o lançamento na Europa em 2011 mais de 50 mil paciente já foram tratados com fingolimode e o tratamento está disponível em vários países como Estados Unidos, Canadá, Rússia, Austrália, México, Argentina e Chile.

Mas não chegamos à panacéia… apesar do FDA aprovar a medicação como primeira linha de tratamento, em outros países como Canadá e na Europa a medicação está indicada como segunda linha. Segunda linha são os tratamentos que devem ser indicados após falha terapêutica com outra medicação. Ainda há muita discussão a esse respeito… mais uma vez é essencial discutir com seu médico o risco e benefício do seu tratamento e o mais importante… nunca queira trocar um tratamento que está funcionando por outro que você desconhece os efeitos em seu próprio organismo!

Até breve

Dr Guilherme Olival

Dr Guilherme Olival é neurologista especializado e pesquisador na área de Esclerose Múltipla. Atua nos Hospitais Albert Einstein e Sirio Libanês e já recebeu prêmios por suas pesquisas em Esclerose Múltipla.

'Medicamentos orais para esclerose múltipla' há 2 comentários

  1. 21 de fevereiro de 2014 @ 16:11

    eu sou paciente do CIEM a mais de 18 anos , e não consigo convenser meus médios a me indicar para o tratamento oral . O tratamento oral é melhor. Me ajuda a convenser eles me indicar , estou cansado de tomar copaxone todos os dias é muinto ruim.

    • 29 de abril de 2014 @ 16:54

      Olá Wellington,

      Tudo bem? Obrigada pelo seu contato.

      Cada paciente demanda um tipo de tratamento exclusivo, o ideal é ter sempre acompanhamento médico em seu tratamento.

      Abraços, Dr Guilherme Olival

Envie seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Fale com o Dr. Guilherme

+55 11 3052 1895
contato@esclerosemultipla.med.br
guilherme.olival@einstein.br

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN

Av. Albert Einstein, 627 – bloco A1 220
Morumbi, São Paulo, SP – 05651-901
+55 11 2151 3220

Centro de Esclerose Múltipla São Paulo

Rua Paulino Camasmie, 61
Jardim Paulista, São Paulo, SP
+55 11 3052 1895

© Copyright 2014 - Todos os direitos reservados