Esclerose Múltipla

Isto é Esclerose Múltipla?

Isto é Esclerose Múltipla?

Esta é uma pergunta bastante feita por pessoas que apresentam sintomas neurológicos ou que estão sendo averiguadas para a determinação de um diagnóstico, bem como por pessoas que vivem com a EM e que estão experimentando sintomas diferentes e variados.isto_e_esclerose_multipla

 “Isto é EM?” É também uma pergunta feita por médicos, neurologistas e profissionais de saúde envolvidos nos cuidados de pessoas portadoras da doença, tanto a partir da apresentação de um diagnóstico, quanto ao longo de todo o curso da doença, quanto novos sintomas surgem.

EM é uma doença complexa e crônica, difícil de diagnosticar. Ela é variável e não segue um curso previsível. A EM apresenta frequentemente sintomas flutuantes, e estes sintomas isoladamente podem ser devido a uma variedade de outras doenças diferentes, ou até mesmo do estresse ou baixa autoestima. Por outro lado, muitas pessoas podem ser diagnosticadas com estresse ou depressão quando realmente tem EM. Tudo isto faz com que o tema “é EM?” seja importante de abordar, destacando a necessidade de ter mais atenção aos problemas e fatores necessários que devem ser considerados.  

Ter um sintoma inexplicável e não saber o que está causando pode ser desesperador, e trazer ansiedade e incerteza. Por isso, ter informações corretas e precisas torna possível tomar decisões informadas e fazer as escolhas certas quanto ao melhor tratamento da EM. Sobretudo, entender melhor a EM pode ajudar outras pessoas a oferecer apoio e segurança à pessoa afetada pela doença. É igualmente importante saber se ao longo do diagnóstico da EM, a gestão de outras condições não está sendo negligenciada.

 

Evolução da Esclerose Múltipla

Nossa compreensão de EM aumentou exponencialmente nos últimos tempos. Antes, a doença era considerada inativa por longos períodos, quando as pessoas portadoras não experimentavam quaisquer alterações. Hoje, a EM pode ser considerada uma doença dinâmica, e pode ocorrer dentro do sistema nervoso central (SNC) – que é o motivo de a pessoa não apresentar nenhum novo ou alterados sintomas. Isto é referido como a fase subclínica (sem sinais aparentes).

O uso de imagem por ressonância magnética ajudou-nos a compreender e perceber melhor as mudanças que ocorrem durante as fases da doença. Essas imagens ajudam muito no diagnóstico, e isso faz com que o tratamento da doença seja amplamente aceito, porque há provas reais do que está realmente acontecendo. Isso é importante também para descobrir a EM no início, porque estudos mostram que quanto mais cedo for o tratamento da doença, melhores as chances de ele oferecer resultados positivos a longo prazo.

A fibra do nervo, ou “axônio” – que transporta a mensagem de nervo do SNC -, pode ser danificada no início do curso da doença. É este dano que leva à permanente deficiência que pode ocorrer com a EM. Anteriormente, o dano era tido como uma fase tardia do processo da doença. Porém, esta nova compreensão importante da EM levou à investigação de novos meios de neuroproteção, neuroreparo e prevenção, que são particularmente vitais nos progressos da EM.

Aumentar a compreensão dos subjacentes processos patológicos da EM permite a realização de mais e variadas pesquisas que podem levar a tratamentos específicos. Sabemos que o sistema imunológico desempenha um papel significativo na EM, e isso tem levado ao desenvolvimento de drogas que modificam o sistema imune. Muitas dessas drogas estão atualmente em testes em clínicas ou em fase de desenvolvimento.

A consciência sobre quem realmente tem a EM tem se tornado mais prevalente, também, e levado ao desenvolvimento de áreas de genética e estudos ambientais sobre os casos. Pesquisas internacionais de colaboração estão ajudando a definir o perfil genético das pessoas portadoras de EM, com muitos genes sendo encontrados nelas que parecem ser mais comuns somente em pessoas com a doença.

Mais pesquisas são necessárias para definir o papel destes genes. Os gradientes latitudinais encontrados na EM, por exemplo, – que são mais comuns em áreas mais afastadas do Equador – levou à atual investigação sobre o papel da radiação ultravioleta e da vitamina D. Isto é muito importante, uma vez que trabalhos clínicos utilizando a vitamina D no início da EM estão atualmente em andamento, e devem dar respostas a questões sobre o início da doença.

 

“É Esclerose Múltipla?” – A perspectiva pessoal

Não saber se é ou não EM pode ser muito complicado, com uma gama de emoções sendo experimentadas pela pessoa portadora da doença, pelos médicos e por quem deseja oferecer apoio. Essas incluem o medo e a ansiedade, incerteza sobre o futuro, raiva e tristeza. O apoio da sociedade e dos médicos por meio da compreensão e informação correta sobre a EM pode ser muito útil neste momento.

 Uma vez que uma pessoa sabe o que é EM, ela pode começar a ajustar-se a ela. Ter uma compreensão do que é EM, quais investigações estão sendo feitas e por que e como o diagnóstico é feito ajuda o médico a se concentrar no que está acontecendo de forma realista, ao invés de desenvolver ansiedade desnecessária e apresentar cenários negativos para um paciente.

Familiares e amigos também precisam ter informações apropriados sobre o que uma pessoa com EM está experimentando, para saber como oferecer e buscar apoio, bem como ser um suporte. O tempo de diagnóstico pode ser difícil e prolongado, com sintomas surgindo e desaparecendo o tempo todo, talvez sem alterações físicas aparentes, e todos devem estar preparados com informações precisas.

Às vezes, receber o diagnóstico da EM pode proporcionar uma sensação de alívio. É como saber que realmente havia algo errado, e que os sintomas experimentados eram reais, e não eram algo da imaginação da pessoa. E ter a oportunidade de discutir os medos e descobertas pode ajudar uma pessoa portadora da doença a se adaptar a essas mudanças.

 

“É Esclerose Múltipla?” – O ponto de vista médico

O médico que oferece a atenção primária também tem um papel muito importante a desempenhar. Infelizmente, ter o diagnóstico da EM não protege um indivíduo de outras doenças. Por isso, a manutenção geral da saúde e a realização de exames regulares é importante se a pessoa tem ou não a doença. É por isso que o médico deve voltar a sua atenção à saúde da pessoa por inteiro, e não apenas à EM.

“Isto é Esclerose Múltipla?” É uma questão importante, e o seguintes artigos irão apresentar informações úteis para auxiliar no fornecimento da resposta.

Fonte: Elizabeth McDonald, MBBS, FAFRM, RACP, Medical Director, MS Australia (ACT/NSW/VIC),

Melbourne, Austrália

'Isto é Esclerose Múltipla?' há 4 comentários

  1. 21 de Abril de 2015 @ 15:05

    Estou sentindo quase todos os sintomas, fui encaminhada para neuro e reumatólogista e estou angustiada,pois sou nova e pretendo ter mais um filho…Muito preocupada!!

    • 8 de junho de 2015 @ 20:59

      Fique calma Belmira, primeiro o diagnóstico precisa ser confirmado, e, mesmo que for, a doença, apesar de ser crônica tem tratamento e é possível você realizar seus sonhos pessoais e prosseguir seu tratamento. Apenas a título de curiosidade, tenho uma paciente com 5 filhos (todos depois do diagnóstico!)
      Um abraço

  2. 1 de Fevereiro de 2016 @ 18:19

    Ola Dr.
    Eu apresento praticamente todos os sintomas. Principalmente fadiga, visao turva, dores nas pernas, nervos repuxando, desequilibrio e falha na memoria. Sao muitos sintomas fisicos, emcionais, cognitivos, e ate de alteraçoes sexuais.
    O neutologista me pediu apenas tomografia q estou prestes a fazer. O problema é q como trato de ansiedade e depressao ha 8 anos e tenho hipotireoidismo, sempre me justifiacam como reaçoes dessas doenças ou seus medicamentos.
    Tb estou com mta queda de cabelo, tremores e suor frio noturno.
    Me ajude tenho 28 anos e preciso saber o q acontece comigo! Qual o parecer que o senhor pode me dar? Obrigada!
    Tatiane.

    • 20 de Abril de 2016 @ 19:34

      Olá Tatiane, é importante a avaliação clínica completa. Agende uma consulta comigo ou outro neurologista. Será um prazer atendê-la. Um grande abraço.

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