Esclerose Múltipla

Tratamentos da Esclerose Múltipla

Controle dos surtos, redução dos sintomas e qualidade de vida

O tratamento da esclerose múltipla é complexo e tema de infindáveis conferências entre experts no assunto. De fato, esse tratamento sempre deve ser individualizado, ou seja, montado especialmente para cada paciente.

Como a esclerose múltipla tem mil faces, nunca o tratamento deve ser generalizado. Portanto, suspeite de tratamentos mágicos padronizados. Eles não funcionam.

O tratamento precisa contemplar o paciente integralmente nos aspectos físicos, mentais e sociais de sua vida. Tende-se a focar unicamente na prevenção dos surtos, que são sem dúvida uma das partes mais importantes, mas não deve ser a única. Isso porque o que mais afeta o paciente na doença é a qualidade de vida que inclui bem estar físico, mental e social (e por que não espiritual também).

Muitas vezes o paciente está bem tratado fisicamente, mas não está bem psicologicamente, acaba restringindo as suas atividades sociais porque acredita que deve ser assim ou porque se rende aos medos e mitos.

Portanto, em minha opinião devem ser abordados TODOS os temas abaixo no tratamento de um paciente:

•    Sintomas físicos: fraquezas, formigamentos, alterações visuais, alterações urinárias, fadiga, rigidez, alterações de sono, etc.;

•    Vida psicoafetiva: depressão, distúrbios de ansiedade, felicidade, qualidade de vida, sexualidade, etc.;

•    Expectativas em relação à doença: medos, mitos, realidade, etc.;

•    Impacto nos relacionamentos: suporte familiar, relacionamentos amorosos/conjugais, carreira profissional, prática de esportes, espiritualidade, etc.
Aproveito para deixar claro que qualquer tratamento para Esclerose Múltipla deve ter acompanhamento médico de um neurologista com área de interesse/especialização no assunto e/ou que seja pesquisador da área de esclerose múltipla. Isso poupará paciente e familiares de maiores complicações.

A seguir, comento brevemente os principais tratamentos da atualidade. Eles podem ser divididos em tratamentos para a fase aguda (exacerbações ou surtos) da doença, tratamentos de prevenção ou da fase de remissão (calmaria) da doença e reabilitação, e tratamentos medicamentosos ou não-medicamentosos.

Em breve, publicarei posts nos quais explicarei em detalhes cada um deles. Confira:

Tratamentos dos sintomas da Esclerose Múltipla:

•    Reabilitação: a reabilitação é individualizada para cada paciente e abrange terapia ocupacional, fisioterapia e esportes;

•    Fisioterapia na esclerose múltipla: tratamento de contraturas musculares, espasticidade (rigidez muscular), condicionamento muscular e aumento de força, aumento da propriocepção (sensibilidade e consciência corporal). As técnicas devem ser individualizadas e, de preferência, com fisioterapeuta com experiência em reabilitação neurológica. As principais técnicas são massagens, compressas de frio e calor, TENS, infravermelho, e outras técnicas melhor descritas no item específico;

•    Benzodiazepínicos e fenotiazínicos: drogas para tratamento de tremores no corpo;

•    Anticolinérgicos: medicamentos que combatem distúrbios esfincterianos como urgência miccional;

•    Reabilitação vesical e de assoalho pélvico: técnicas para combate à retenção urinária através de exercícios para fortalecimento dos músculos da pelve;

•    Corticosteróides: auxiliam no combate às parestesias como formigamentos, por exemplo;

•    Analgésicos comuns: redução provisória da dor;

•    Rizotomia do nervo: método para alívio definitivo da dor;

•    Técnicas de fonoaudiologia: reabilitação das funções da fala, audição e mastigação.

Tratamento anti-surto:

•    Pulsoterapia com Corticosteróides

•    Plasmaférese

•    Imunoglobulina humana

Tratamentos para a fase de remissão da doença:

Os medicamentos listados a seguir aumentam o intervalo entre os surtos:

•    Tratamento com vitamina D para Esclerose Múltipla
•    Imunoduladores e imunossupressores

Enfim, há um horizonte com qualidade de vida para pessoas portadoras de Esclerose Múltipla. Este caminho passa pelo apoio familiar e pelo comprometimento com um neurologista especializado no assunto, que irá ministrar – de acordo com exames detalhados – o tratamento mais adequado para a doença.

Abraço e até breve!

Bibliografia
HOSPITAL ALBERT EINSTEIN, 2010. Esclerose Múltipla: entenda como funciona.
MIRANDA, Maramélia. Vitamina D na Esclerose Múltipla: a verdade.
TILBERY, Charles Peter. Esclerose Múltipla no Brasil: aspectos clínicos e terapêuticos. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

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