Esclerose Múltipla

Sintomas da Esclerose Múltipla

10 sintomas de Esclerose Múltipla

Saiba quais os principais sinais e sintomas que indicam a ocorrência da doença Esclerose Múltipla

No Brasil, aproximadamente 30 mil pessoas são portadoras de Esclerose Múltipla. É um número expressivo. Como o local no sistema nervoso central onde ocorre a desmielinização é errática, a manifestação da doença varia muito de pessoa para pessoa e são muitos os sinais e sintomas que podem se manifestar em cada um.

Sintomas de Esclerose Múltipla

Sintomas de Esclerose Múltipla

Por isso, preparei uma lista com os 10 sintomas de Esclerose Múltipla mais comuns:

•    Fraqueza muscular: é do grupo dos sintomas motores e tem sua representação na região frontal do cérebro e parte anterior da medula. A fraqueza ou paresia motora se manifesta em um ou mais membros superiores ou inferiores e é o principal responsável por causar incapacidade nos pacientes. A manifestação pode ser através de dificuldade em andar, ou segurar algum objeto.

•    Rigidez muscular: é do grupo dos sintomas motores e tem sua representação na região dos núcleos da base no cérebro e na medula espinhal. A rigidez muscular ou espasticidade se manifesta através de dificuldade para iniciar o movimento, incômodo ao realiza-lo ou perda de leveza e destreza no mesmo.

•    Formigamentos ou dormências: é do grupo dos sintomas sensitivos e tem sua representação na região parietal do cérebro e parte posterior da medula. Os formigamentos ou parestesias são a sensação positiva, como se formigas passassem encima da pele, em uma parte do corpo e a dormência ou anestesia é a perda de sensação em alguma parte do corpo. As alterações de sensibilidade são sensibilidade de tato, sensibilidade de dor, sensibilidade de temperatura, sensibilidade de vibração e sensibilidade de propriocepção, que é a habilidade de saber onde esta uma parte do próprio corpo sem olhar.s

•    Visão embaçada, perda de visão: é do grupo dos sintomas visuais e tem sua representação nos nervos ópticos se estendendo pelo quiasma óptico e chegando na região occipital (posterior) do cérebro.A neurite óptica é relatada como manifestação inicial da Esclerose Múltipla em ¼ dos casos e como sintoma do decurso da doença em ½ dos casos. A neurite óptica causa perda visual, que pode ser unilateral ou bilateral, associada a dor com a movimentação ocular.

•    Visão dupla: a visão dupla ou diplopia, bem como ilusões visuais de movimentos para frente e para trás e movimentação descontrolada dos olhos podem estar presentes na esclerose múltipla, apesar de representarem outras doenças, na maioria dos casos, como: miastenia gravis ou acidentes vasculares cerebrais (AVC). Essas alterações são do grupo dos sintomas oculomotores e tem sua representação na região parietal do tronco cerebral e nervos cranianos (III, IV e IV pares de nervos cranianos). Um tipo de visão dupla/ diplopia conhecido como oftalmoplegia internuclear  é um tipo específico para esclerose múltipla na qual um dos olhos não consegue movimentar-se para o dentro em direção à linha média da face (adução do olho) e o outro olho durante a tentativa de mirada sofre nistagmo , que é um movimento de oscilação involuntário rítmico do olho. Veja abaixo o exemplo de: oftalmoplegia internuclear e nistagismo, respectivamente:

•    Desequilíbrio e Incoordenação motora: é do grupo de sintomas conhecido como ataxia  e tem sua representação no cerebelo, núcleos vestibulares, mas depende de todos os sistemas como motores e sensitivos trabalhando bem. O desequilíbrio é evidenciado durante o andar ou marcha com a tendência de queda para um dos lados ou instabilidade da postura globalmente. A incoordenação motora se manifesta através da inabilidade em manter a postura fina dos membros durante um movimento ou atingir um ponto exato com as mãos ou os pés e da presença de tremor conhecido como cinético. O paciente pode apresentar tropeços ou alterações na escrita. Veja 4 exemplos de ataxia:

•    Sintomas paroxísticos: São sintomas de início e término rápidos. Normalmente sua tem sua representação na medula espinhal. Podem ser sinais sensitivos ou dolorosos agudos como choques, queimaçõesou calafrios, que costumam durar poucos segundos ou podem ser espasmos musculares com aumento do tônus de curta duração; um tipo de sinal especial da esclerose múltipla é conhecido como sinal de Lhermitte , que é a sensação de descarga elétrica que se estende por toda coluna e corre até os membros desencadeada pela flexão da coluna cervical.  Outro tipo importante de sintoma paroxístico é a neuralgia do trigêmeo , que é reconhecida por dor aguda e intensa na face desencadeada durante a fala, a mastigação ou o toque na face. Veja vídeo do teste para identificação de sinal de Lhermitte:

•    Incontinência urinária:  é do grupo de sintomas esfincterianos e tem sua representação principalmente na região final medula espinhal.As alterações urinárias que podem ocorrer são tanto as incontinências urinárias de esforço (quando a pessoa espirra ou faz força), quanto as alterações de urgência urinária (necessidade súbita incontrolável de urinar). Podem ocorrer as retenções urinárias, que levam à dor e a perda de urina por transbordamento da bexiga e que predispõem à infecção urinária.

•    Fadiga e sonolência: a fadiga e sonolência são multifatorias e podem estar presentes como sintomas da esclerose múltipla. Os mecanismos continuam relativamente desconhecidos, mas identifica-se hoje a fadiga como um entidade separada da fadiga comum, das alterações emocionais e da incapacidade neurológica. A sonolência em alguns casos pode se tornar um problema também que exige atenção.

•     Sintomas emocionais: os sintomas emocionais que vêm junto com o diagnóstico e acompanhamento da doença são os sintomas que mais trazem sofrimento ao paciente e enfrentar emoções como a ansiedade e a depressão representam o maior desafio no decorrer da doença. Qualquer paciente com doença crônica sofre e tem dificuldade em aceitar a doença, além de haverem os mitos e medos complicando a situação. São descritas as fases de aceitação de uma doença como negação, depressão, auto-destruição e aceitação e muitas vezes o paciente com esclerose múltipla, por tratar-se de uma enfermidade crônica e de surto e remissão, vive essa situação continuamente.

Enfim, esta lista não esgota o assunto, mas apenas expõe alguns sintomas de Esclerose Múltipla muito frequentes. Apesar de alguns deles parecerem bastante desconfortáveis, eles podem ser tratados ou controlados com um tratamento para Esclerose Múltipla  adequado.

Até breve!

Bibliografia
TILBERY, Charles Peter. Esclerose Múltipla no Brasil: aspectos clínicos e terapêuticos. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.
Matthews, W. B. “Paroxysmal symptoms in multiple sclerosis.” Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry 38.6 (1975): 617-623.
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Chwastiak, Lydia, et al. “Depressive symptoms and severity of illness in multiple sclerosis: epidemiologic study of a large community sample.”American Journal of Psychiatry 159.11 (2002): 1862-1868.
Betts, Christopher D., M. T. D’Mellow, and Clare J. Fowler. “Urinary symptoms and the neurological features of bladder dysfunction in multiple sclerosis.” Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry 56.3 (1993): 245-250.

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