Esclerose Múltipla

Diagnósticos da Esclerose Multipla

Diagnóstico de Esclerose Múltipla

A combinação de exames que facilita a obtenção de resultados

 

Quando o assunto é o diagnóstico de Esclerose Múltipla, publicamos uma pesquisa que mostra que 5 em cada 10 pacientes são diagnosticados incorretamente, isto é, possuem outro tipo de doença cujos sintomas e características foram confundidos. E o contrário também é verdade. A cada 10 pacientes com diagnóstico de Esclerose Múltipla, 3 ou 4 não possuem a doença.

De fato, a Esclerose Múltipla é uma doença descoberta há quase 2 séculos. Seus diferentes tipos de sintomas e a falta de conhecimento sobre seus mecanismos fisiopatológicos dificultam o diagnóstico do clínico geral e até de neurologistas que não estão habituados a tratar da doença.

Além disso, a Esclerose Múltipla pode parecer-se com várias outras doenças como ADEM, neuromielite óptica, Síndrome de Sjogren, mielopatias, deficiências de vitaminas, etc.

Portanto, um diagnóstico preciso só é possível após a observação do desenrolar dos sintomas e pela realização de técnicas combinadas como as de:

•    Anamnese: é a investigação sistemática dos fatos médicos relacionados com à vida e as doenças do paciente, com a finalidade de se estabelecer um diagnóstico. É realizada pelo médico junto ao paciente;

•    Exame neurológico: realização de avaliações de reflexos, coordenação e visão, entre outros, que podem revelar sintomas específicos da Esclerose Múltipla;

•    Diagnóstico diferencial: método sistemático de identificação de doenças por meio da eliminação de moléstias com sintomas semelhantes. Nenhum dos métodos usados atualmente é específico para diagnosticar a Esclerose Múltipla, por isso, eles podem levar o neurologista ao erro;

•    Análises do sangue: usadas para descartar outras doenças que têm marcadores no sangue;

•    Ressonância Magnética: imagens com detalhes do interior do cérebro e da coluna são obtidas por meio de uma varredura realizada por um aparelho que emite um forte campo magnético. Assim, é possível visualizar danos na substância branca;

•    Estudo das respostas evocadas: conexão de eletrodos na cabeça do paciente com o objetivo de analisar o tempo de resposta de determinadas fibras nervosas. Estes testes possibilitam verificar se a condução dos impulsos nervosos está comprometida. Quanto mais lenta a condução, maior a possibilidade de haver desmielinização, o que caracteriza a Esclerose Múltipla;

•    Análise do liquor ou líquido cefalorraquidiano e análise de bandas oligoclonais: recolhimento do líquido cefalorraquidiano por meio de uma agulha inserida na região da medula espinhal, precisamente na região lombar ou suboccipital (nuca). Se o líquido apresentar aumento do número de células inflamatórias, pode ser um indicativo de que o paciente possui Esclerose Múltipla.

É importante dizer que o diagnóstico é difícil, mas não impossível.

Em breve publicarei mais artigos que aprofundarão cada um dos diagnósticos citados aqui.

Até breve!

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