Esclerose Múltipla

6 fatores ambientais de risco à Esclerose Múltipla

Estresse, maus hábitos e o contato com genes infecciosos, entre outros agentes, poderiam suscitar a doença

A Esclerose Múltipla é uma doença desminealizante que ainda não foi totalmente desvendada, por isso, o que temos até agora são hipóteses em processo de comprovação sobre sua ocorrência.

Segundo estas hipóteses, a Esclerose Múltipla tem mais chances de se desencadear em indivíduos que têm e/ou tiveram:
•    Níveis de vitamina D e baixa exposição à luz solar: os níveis de vitamina D influenciam o risco do desenvolvimento de esclerose múltipla desde a gestação, a infância e a adolescência. A exposição solar influencia diretamente os níveis de vitamina D juntamente com a alimentação.

6 fatores ambientais de risco à Esclerose Múltipla

6 fatores ambientais de risco à Esclerose Múltipla

•    Contato com agentes infecciosos: infecções virais são os grandes moduladores do nosso sistema imune, e infecções virais na infância e adolescência são agentes gatilho determinantes do desenvolvimento da esclerose múltipla. O mecanismo seria através da ativação do sistema imune e a criação de clones de células T para induzir a agressão ao Sistema Nervoso Central (SNC); Os principais vírus envolvidos com a origem da esclerose múltipla são: Vírus Epsteins Barr (EBV), citomegalovírus (CMV), retrovírus endógeno da família W (HERV), herpesvírus 6 e 7.

•    Fumar: fumantes tem 2x mais chances de desenvolver Esclerose Múltipla do que pessoas que nunca fumaram; O cigarro altera a função imunológica e esta associada com outras doenças auto imunes como artrite reumatoide (além das AVC, doenças cardiovasculares e câncer)

Outras teorias que são contraditórias ou que não demonstraram constatação são:
•    Exposição a solventes orgânicos: solventes orgânicos, compostos aromáticos e resinas poderiam tornar o cérebro mais  permeável a agentes infecciosos que, por sua vez, provocariam a desmielinização, apesar dessa teoria ter sido discutida por um tempo hoje em dia, pesquisas mais atuais não comprovam essa associação

•    Traumas: os estudos são contraditórios que tentam demonstrar que um trauma poderia lesar a barreira hematoencefálica, colocar o sistema nervose central em contato com antígenos e iniciar a desmielinização, observamos que em pacientes que já possuem a doença surtos de desmielinização podem ocorrer após traumas.

•    Dieta: existem estudos que suportam a ideia que dietas ricas em peixes e ácido linoleico seriam protetores para o desenvolvimento da doença. Alguns autores já sugeriram que dietas ricas em gordura animal aumentam o risco do desenvolvimento de esclerose múltipla. Estudos sobre dietas e a associação com doenças crônicas são de dificílima realização e pouco confiáveis devido ao grande quantidade de vieses que existem nesses estudos.

É muito importante que fique claro que os fatores ambientais de risco influenciam o desenvolvimento da doença, mas uma vez que ela iniciou não influenciam necessariamente o tratamento.
Em todos os casos, minha dica é: se você suspeita que tem esta doença, procure um neurologista com especialidade no ramo o mais rápido possível. É este profissional quem pode realizar um diagnóstico de Esclerose Múltipla (positivo ou negativo) e personalizar o tratamento, o que fará uma grande diferença para melhor em sua qualidade de vida.

Até breve!

Dr Guilherme Sciascia do Olival

CRM 135992

Bibliografia
1.    Melhado, Dra. Eliana. Estresse e hábitos pouco saudáveis: fatores de risco para a Esclerose Múltipla. Idmed, 2012. Acesso em 22 de março de 2014.
2.    NOVARTIS. Causas da Esclerose Múltipla. Novartis. Acesso em 22 de março de 2014.
3.    TILBERY, Charles Peter. Esclerose Múltipla no Brasil: aspectos clínicos e terapêuticos. São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

'6 fatores ambientais de risco à Esclerose Múltipla' há 4 comentários

  1. 10 de março de 2015 @ 04:26

    O que posso fazer para dar mais qualidade de vida a uma pessoa portadora de EM?

    • 8 de junho de 2015 @ 21:05

      Olá Maria Beatriz, a Esclerose Múltipla precisa de uma atenção do paciente e dos familiares para que o paciente tenha qualidade de vida. Consultas regulares ao médico neurologista são essenciais para a boa conduta do tratamento. Estou à disposição.
      Um abraço.

  2. 13 de junho de 2015 @ 23:28

    Será que meu médico suspeita mas não verbalizou para me poupar, já que essas dores de cabeça já me deixam tão preocupada?
    Um abraço!

    • 30 de junho de 2015 @ 16:29

      Olá Joelma, dores de cabeça podem ocorrer por diversas razões. Uma avaliação médica é essencial para elucidar.
      Um abraço.

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